—Quer dizer que dança?
—É verdade, e se a senhora sua filha me concede essa honra.
—Pois não! oh! Ermelinda—disse o Jorge lisongeado—dansa estes lanceiros aqui com o snr. commendador Faria.
A joven olhou o Alberto, mordeu os beiços com o azedume de quem desejaria despedir um massador que se tem de supportar, e collocou-se no grupo respectivo.
As outras meninas viram que até o commendador dançara com Ermelinda, facto de provocar as attenções, porque o Faria quasi nunca dançava.
A D. Clementina do Rosario, abafando um ciume outomniço, disse para Adelaide:
—Só faltava mais esta!
—Não, a minha casa não torna ella n'uma occasião assim.
—É o que devias já ter feito, menina.
Entretanto o commendador sentia-se barbaramente atrapalhado nas evoluções dos lanceiros; a Ermelinda quasi tinha vergonha. Mas em compensação o commendador fallava de muitas riquezas, de muitas acções, e ella era filha d'um director de banco!