—Nada, nada, estava reconhecido que elle era um grande tratante; era preciso salvar a pobre senhora e a filha! que havia de ser da creança com aquelles exemplos! não lhe diria!—

—visse na que se mettia! por elle estava prompto a acompanhal-o.—{212}

O Doutor concordava tambem:

—era um triste remedio, mas era infelizmente o unico; ella ficaria n'uma posição falsa, evidentemente falsa, condemnada pela brutalidade da lei a um ostracismo perpetuo, inutil para a sociedade, como aquellas antigas martyres que morriam entaipadas, mas que se lhe havia de fazer? o indispensavel era poupal-a ao menos ás violencias d'um infame.—

Poucos dias depois ás onze horas da manhã uma carruagem parou á porta do Alberto...

Sahiram dous homens e uma senhora ficou ainda.

Eram o juiz e um escrivão.

N'aquella manhã o Alberto recolhera tarde de casa d'Annita; o seu espirito andava irritado com as contrariedades que de toda a parte o rodeavam, e cheio de um mau humor canalha tinha ainda pouco tempo antes espancado brutalmente sua mulher.

O juiz encontrou-a ainda com os olhos humidos de lagrimas, as palpebras inchadas.

O Alberto, quando o magistrado se fez annunciar, sentiu-se invadir d'um terror cobarde; foi todavia amavel, d'uma amabilidade ironica, quando teve de dirigir-se a Ermelinda,