—Se ella quer...

Ermelinda chorava, a Rosina chorava por ver chorar a mãe, e nos seus olhos limpidos, um espanto se desenhava como que adivinhando que alguma cousa de grave se estava passando.

Ermelinda hesitava; mas depois, como uma onda que se arremeça precipitadamente na praia:{213}

—Sim, senhor juiz, a fatalidade a isso me obriga; vou, acompanhal-o-hei, mas hei-de levar a minha filhinha!

—Prepare-se então, minha senhora, a sua filha irá com V. Ex.ª, a lei authorisa-me essa providencia; o seu deposito provisorio far-se-ha em casa da D. Clementina.—

O Alberto perdeu a serenidade.

—Eu logo vi que havia de ser esse bandalho.—

—Lembro ao cavalheiro que está diante d'um magistrado,—observou-lhe severamente o juiz.

Ermelinda sahiu para voltar logo; trajava de preto, um véo descido, as lagrimas a saltarem silenciosamente dos seus olhos, a filhinha pela mão,

—Então nós vamos embora?—perguntou a Rosina.