—vamos, filha, para nunca mais voltar.—

—quero levar então as minhas bonecas.

O juiz affagou-a:

—A mamã dará outras depois—

e voltando-se para Ermelinda:

—V. Ex.ª não quer mais nada d'esta casa?

—não, senhor juiz, estou prompta.

—n'esse caso partamos.—

A filha do Jorge sentia-se fraca, o espirito abatido diante d'aquelle momento, que ia cahir, como a louza d'um tumulo, sobre toda a sua existencia, apagando-a para a felicidade; a Rosina sentia tremer-lhe a mão e ao ver que a mamã continuava a chorar, os seus olhos d'uma candura d'anjo mareavam-se de lagrimas tambem.{214}

O juiz esperava, um ar sereno, de gravidade compungida.