D. Clementina viu-a sahir com certa satisfação mal disfarçada.
—que não sabia para que ella fasia aquillo, mas emfim não a impedia, estava mais á sua vontade; e se precisasse d'ella, bem sabia;—
—nunca esqueceria as finesas que lhe devia, tinha sido uma boa amiga, mas não deveria abusar, não;—
—bem conhecia que lhe estava sendo um pouco pesada.—
—se eu fosse muito rica, menina—
—mas não se despedia dos seus favores, ia trabalhar, precisava de o fazer, e a D. Clementina tinha relações, valer-lhe-ia de muito, uns bordados, obras de cabello.—
—lá isso, podendo ella, estivesse descançada.—
Abraçaram-se, uns beijos lacrimosos,
—que se visitariam a miudo:—
Mas as visitas da D. Clementina rarearam; quando lhe perguntavam por Ermelinda, disfarçava mal o seu ciume outomniço, uns desabafos contra a ingratidão,—que a via agora poucas vezes—, realmente sahira-lhe uma rôlha.—