Na sala de visitas a menina Adelaide collocava por suas proprias mãos heras e flores em volta das serpentinas.

O Mendes, em mangas de camisa, suando como outr'ora nas labutações dos seus armazens, dava ao piano uma collocação apropriada de modo a occupar o menor espaço possivel; depois vinha para o meio da sala, olhava-o na bruta admiração da sua grossa esthetica e via que ainda se podia chegar mais á parede.

—Ficava melhor, dizia.

Mas a filha, interrompendo o seu trabalho:

—que assim não estava bem, nem se ouviam os sons,—credo!—e, de mais, pouco espaço ficava para uma senhora poder tocar!—

O Mendes reconsiderou, cedendo um pouco da{9} sua opinião, e em seguida foi auxiliar a filha a dispor as flores sobre as serpentinas.

Dentro, n'outra parte da habitação, a D. Carola, accomodava uma saleta para toilette das senhoras, e o Juca, no seu quarto que serviria de sala de fumo, dispunha charutos deliciosos n'uma estatueta bronzeada, que fingia um escravo carregador.

Das oito para as nove horas os convidados principiaram a chegar.

Vieram primeiro as Bastinhos; traziam uns bouquets muito elegantes, feitos no Loureiro; foram recebidas com beijos cantadinhos e com um:

—Oram vivam, do brazileiro.