—os meus sentimentos—comprimentou gravemente o Jorge.
—pois olha menino, eu dou-te os meus parabens; e de mais a mais sendo ella velha!...—
Poz nos labios um sorriso amargurado como unica resposta. As senhoras tinham ouvido, e ellas tambem davam os seus pezames, tomavam parte na sua dôr;
—que eram consolações amigas, suaves como um balsamo—respondeu.
E quando Ermelinda lhe apertou a mão, foi já com uma compassividade meiga no olhar,—perdoando, sabendo em fim o motivo.—
Foram sahindo. Iam todos para a Cordoaria ouvir musica,—era a banda do dezoito que tocava, tinha visto isso no «Commercio»—dizia o Jorge— {57}
—e o snr. Alberto se recolhia á provincia,—perguntava.—
—que não, ou talvez o fizesse temporariamente!... Venderia as propriedades e metteria o dinheiro em qualquer banco; além d'isso era preciso pagar as dividas de rapaz, tornar-se em fim homem sério!
—Tu!—desatou a rir o Juca.
—E porque não—observou o Jorge n'um tom amigavel de reprehensão—ainda está verde este diabrete—indicou sorrindo, apontando-o ao Alberto, com o grosso pollegar da sua luva escura—que fazia muito bem, denotava muito nobres sentimentos, todos tinham tido as suas rapaziadas, mas lá vinha um dia... em que se tomava juizo—aconselhava.—