—Me incommoda, isto, ein, não sei porquê—ia elle a rumurejar quando passava á esquina de S. Bento.
[VI]
Alberto conseguira effectivamente insinuar-se no espirito de Jorge; as relações iam-se estreitando, tornando-se mais intimas; principiou a frequentar a casa, á noite, á hora do chá. O commendador apparecia uma vez ou outra; e quasi sempre a D. Clementina vinha tambem, o seu pequenino cão felpudo, de que narrava com uma grande prolixidade enfadonha as travessuras, as caricias.
—Querem saber o que elle fez outro dia... o{67} meu Totósinho...—e affagava-o correndo-lhe a mão pelo dorso, n'uma boa caricia amoravel—estava eu já deitada, elle dorme no meu quarto o Totó e ouço-o gemer, gemer, parecia mesmo um christão, fóra a alma, chamo por elle, vem muito candongueiro...—
Mas já ninguem lhe prestava attenção; o Jorge tinha proposto uma pequena partida de sueca, e acceitara-se com vontade,
—era preferivel á historia do fraldiqueiro—dissera baixo o commendador.—
A D. Clementina cortou a narrativa,
—gostava da sueca, era o seu jogo, seremos parceiros, commendador?
—Com muito gosto, minha senhora.—
A Ermelinda e o Alberto é que achavam massador,