—É muito sentimental aquella walsa da Dinorah!
—Tu gostas?
—Immenso; mal sabes como me sinto apaixonado quando a oiço tocar.
—Hei-de tocal-a então muitas vezes... depois...
—Pois... sim...
—Mas com uma condição; has-de me dar um beijo de cada vez...
—Um só! dou-te mil... meu amor...
—Ah, ah, mil... eram muitos...—e abriu um sorriso gracioso, desenhando-lhe no carmezim dos labios um estojo assetinado, guardando uma{70} dentadura egualmente branca, que um poeta noviço denominaria perolas.
A Joaquina entrou com o chá; poseram-se as cartas de lado, rodearam todos a meza; o Alberto tinha sempre o cuidado de servir as senhoras.
—Então, D. Clementina, um bolinho mais.