Tinha sempre uma phrase nova para receber os cumprimentos.

—Meus parabens, sr. Jorge.{91}

—Obrigado, amigo Mendes, sei que são sinceros!

Rodava mais uma carruagem e logo outro, entoando:

—Parabens, parabens!

—Recebo-os, como a mais amavel das felicitações—e sorria.

As senhoras todas subiam, queriam ajudar a vestir a noiva. Tinham o fetichismo das grandes occasiões. A Adelaide Mendes dizia que havia de ser ella quem pregaria o ultimo alfinete!—e todas queriam fazer o mesmo, as solteironas afim de serem as primeiras a seguir na via lactea do matrimonio.

No seu quarto a Ermelinda estava já vestida, o rosto afogueado n'uma vermelhidão casta; um largo espelho a reflectia com o seu vestido de faille nevado, d'uma scintillação velludinea guarnecido a flores de larangeira; iam pôr-lhe o véo, um largo véo de fino tulle branco!—Mas em antes as amigas rodeando-a, notavam uma préga que era necessario desfazer, encobrir... com um ramo, e uma elevação no penteado, que urgia modificar.

Davam-lhe os parabens com sorrisinhos maliciosos e ditos agudos, d'uma levesa picante, capazes de crestar o avelludado d'aquellas flores virgineas, que a engrinaldavam,—e a corôa, que a repartisse pelas amigas, não se esquecesse, para o noivo bastava a... outra—

A Adelaide Mendes disse que preferia a sua parte do bouquet;—