Que espantos que não vae agora fazer a sr.^a Monica!… Se nem me lembrou dizer-lhe nada!…
FRANCISCO
E está boa a minha tia Monica?
MANUEL
Toda em cuidados pelo seu menino, pelo seu Francisquinho, que has de ser sempre para ella o Francisquinho, como ha vinte e trez annos, quando o Sebastião foi para a Bahia, e tu ficaste tanto monta no berço… As raparigas e a caixeirada não te chamam já senão o sr. doutor… Ella… sim!… Nem annos nem Coimbras lhe persuadem que o seu Benjamim está um homem… (revendo-se n'elle) e d'aqui a pouco um sr. doutor devéras… não é assim?
FRANCISCO
Este anno ainda, espero.
MANUEL
Mas vê lá, rapaz… Não te sirva de atrazo esta vinda a Lisboa! Jornadas para cá, jornadas para lá… sempre é tempo perdido!…