Ah!
MANUEL
O peralvilho do Zeferino… esse lá foi para esses Brazis… Não sae d'alli coisa de geito, verão… Confundia-me sempre o lemiste com os droguetes, e o panno jardo com as baetas!… Deu em fazer de faceira… já de chapeu á Anastacia… sempre em touros e presepios… Só lhe faltavam os polvilhos. Deixal-o. Cá me tenho remediado com outros dois novos, e marçanos não faltam.—Ai! nós aqui a fallar, a fallar, e lá em casa tudo cheio de gente!… A Monica estou que perde a cabeça!… Não me lembrava com o gosto de te ver, e de te fazer beijar a mão ao sr. marquez… que elle sempre hade puxar por ti!—Anda, rapaz, vamos… vamos!… (em acto de partir.)
FRANCISCO
Tudo cheio de gente lá em casa! É novidade… E quem está? Não me hei de apresentar n'este trajo de jornada, se são pessoas de respeito.
MANUEL (voltando)
Tens razão. Não vieras tu de Coimbra!… Com isto sempre me embalaram: «ou armas ou letras.» Quem está?… Has-de ir mudar de fato primeiro, has-de. Estão pessoas de consideração, e espero mais. Verás… Sujeitos de peso e de porte, que me honram com a sua amizade… (comsigo) e precisam do meu dinheiro… Pois n'um dia d'estes, e vindo cá teu padrinho!… Está a sr.^a morgada D. Felicia, que essa é já conhecimento velho… está…
FRANCISCO (alvoroçado, vivamente)
E a afilhada?