Sou o poeta Bocage,
Venho ha pouco do Nicola,
E vou para o outro mundo
Se me dispara a pistola!
POETAS e COMPANHEIROS
Bravo! Bravo, Bocage!
ALCAIDE (deixando-o)
Ah! é o Bocage! Que foi então? Quem gritou?
MORGADO
Foi um chibante de cigarro que deu tres facadas n'um moço das
carvoarias, que ia cantando a Fôfa alli para a banda da Bitesga!…
Ah! que se o apanho a geito!… (esquiva-se para a D. logo que o
Alcaide interroga.)
ALCAIDE
Quem fallou para ahi?… (á ronda) Depressa, anda… Venham as lanternas, que nas travessas está escuro como breu. (Os paisanos adiantam-se com as lanternas, mostrando certa repugnancia.) Mais depressa… (aos quadrilheiros) Para a frente vocês. (Estes obedecem com promptidão, e passam velozmente para a E.—O Alcaide continua para este lado como fallando a um dos quadrilheiros que passou.) Ó Gaiola, bota cordão lá para diante… agarra tudo!… O sr. Corregedor do Crime mora ahi para cima; elle que os joeire!… Vá, vá.
(Os grupos abrem vivamente passagem ao Alcaide e aos mais da ronda, que saem apressados pela E.)