GONÇALO (fitando o commendador)

É a praga de todos os tempos!… Deixe… Espera-os a publica justiça, que hade chegar… Em gente d'essa não põem mão homens de bem. As viboras esmagam-se com o pé! (Indicando-lhes a porta, com um gesto a que os dois logo obedecem.) Temos que fallar com o dono da casa!

(Cae o pano)

FIM DO TERCEIRO ACTO

ACTO IV

Em casa da morgada D. Felicia, ás Portas da Cruz.—Sala de visitas dando para outra.—Ao F. a porta que abre sobre esta.—Á E. a porta da ante-sala, fechada com reposteiro de pano azul, orlado de amarello, com as armas da casa ao meio.—Á D. duas portas. Para o F., á E. da porta de communicação com a outra sala, um bufete com tinteiro, etc.—Trumeaux, cadeiras o canapés; a mobilia branca e dourada de meias canas.

SCENA I

(Ao levantar do panno, um grupo de homens á porta do F. como vendo e admirando o que se passa na outra sala.—Ouve-se n'esta uma rebeca terminando o minuete da côrte.—Apenas acaba, muitas palmas em que toma parte o grupo da porta. Logo depois entram os personagens da scena seguinte, e a sala toma o aspecto de uma reunião ou assembléa do tempo.—As damas vêem successivamente sentar-se na ordem adiante designada.—Os homens ficam pela maior parte em pé diversamente grupados.)

SCENA II

D. FELICIA pelo braço do COMMENDADOR; successivamente D. MARIA
JOANNA, D. MARIA GERTRUDES, MORGADO, GONÇALO MENDO, DAMAS e
CAVALHEIROS CONVIDADOS