GONÇALO, (esperando) o MARQUEZ, um CAVALHEIRO, um MOURO
(O Cavalheiro, que mostra mais de trinta annos, entra da D., de botas e esporas, seguido do Mouro. Este vestido a uso marroquino, botas escarlates, zorame, etc. O mouro traz-lhe a vara de marmelleiro. Ao mesmo tempo entra do F. o Marquez. O Mouro fica immovel onde está. O Cavalheiro vae com profundo acatamento ao Marquez, ajoelha e beija-lhe a mão.)
MARQUEZ (com magestosa simplicidade)
Deus o abençoe, D. José! Já sei que o murzello começa a executar soffrivelmente a lição dos quatro circulos para a esquerda… É preciso trabalhal-o… É rijo dos rins, convem-lhe o trote avançado. Está ainda desigual dos travadouros.—Póde recolher-se agora aos seus quartos, filho… Hade precisar descanço… Oiça… recommende ao Mouro que vá ver como atam o murzello… e se lhe estendem bem as coberturas.—Se quizer escrever para Cintra a suas irmãs, e ao Marquez D. Diogo, tenha tudo prompto. Ámanhã de madrugada partimos para Samora. Acompanha-n'os o conde de Villa-Verde. (O Cavalheiro sae. O Mouro segue-o.)
SCENA II
O MARQUEZ, GONÇALO
MARQUEZ (comsigo)
Estes rapazes precisam dirigidos! (vendo Gonçalo, que se conserva respeitosamente de parte, e indo a elle) Desculpe que o não via. Chegou ha muito?
GONÇALO
Entrei ha pouco, sr. Marquez.