GONÇALO (constrangido, e volvendo os olhos com frequencia para o terrasso)
Que heide eu saber, sr. Marquez?
MARQUEZ (reparando)
Fiz a pergunta sem reflexão. Contaram-me tambem que se mostram seus inimigos declarados… e os homens como o sr. Gonçalo Mendo nunca fallam de um inimigo pelas costas… Essa mesma resposta confirma o que me disseram… Que o Morgado, fraco inimigo póde ser… Mais de temer é o Commendador… (movimento de Gonçalo) de acautelar, quero dizer… tem relações que… (notando como elle olha para o terrasso) Não o preoccupam agora os inimigos, vejo… e tem razão… (sorrindo) Hade querer cumprimentar as senhoras. Na minha edade já se esquecem facilmente essas impaciencias.
GONÇALO
Sr. Marquez!… Não pense v. ex.^a…
MARQUEZ (festivamente)
Não pensava, não pensava… Acompanho-o tambem.
(Vae a sair; D. Maria Joanna vem a entrar, seguida do Morgado, que se retira logo vendo o Marquez e Gonçalo.)