D. MARIA JOANNA
É moço para propheta… e ninguem o é na sua terra.
GONÇALO
O que se faz?… Deixe-me vêr… (como recordando-se) Não se faz nada.
D. MARIA JOANNA
Pois nada?
GONÇALO
O mesmo sempre.—A rainha, minha sr.^a, vae a Salvaterra, e sae ás suas devoções. De tempos em tempos opera em Queluz. Fóra d'isso a nau de viagem de anno a anno, e… e acabou-se. É assim depois que morreu o marquez de Pombal. Ao principio ainda se entretinham em ter medo d'elle, mesmo depois de desterrado. Agora até essa distracção falta.
D. MARIA JOANNA
Ai! sr. Gonçalo Mendo, desculpe. Está ali uma cadeira convidando-o… e ahi um logar a esperal-o. (Indica o lado opposto do bufete. Gonçalo vae buscar a cadeira, e senta-se no ponto designado.) Não lhe parece que estaremos melhor?—São ainda moda os abadeçados?