Tonta de somno e de doçura no alto das garras de marfim perdida em sombra a luz procura. Alguem morreu dentro de mim…
Pela janela triste e escura que abre os balcões para o jardim sóbe um perfume de amargura. Alguem morreu dentro de mím…
E vaes rompendo silenciosa com o fino teu punhal de luxo no ultimo vaso a ultima rosa…
E o caule nú reflecte agora no teu olhar como um repuxo que implora o azul e não demora…
*TORRE IGNOTA*
Da sombra se ergue e não demóra nas mãos que a cingem desejosas o ar a fascina sempre e agora e as linhas lava luminosas
O talhe inquieta a luz por fóra sonham chimeras dolorosas e não floresce na haste da hóra nem a volupia de outras rosas
Só de ser unica levanta como um sorriso a pedraria que o som dos bronzes acalanta
Da sombra se ergue para a gloria e a mão que a esflóra é argila fria num vôo branco de memoria