Pag. 57.—I. [Carioba.]—Camisa de algodão, de cary branco e oba roupa. Tinham tambem a arassoia de arára, e oba, vestido de pennas de arara.
II. [Á cintura da virgem.]—Os indigenas chamavam a amante possuida aguaçaba, de aba, homem, cua, cintura, çaba cousa propria; a mulher que o homem cinge, ou traz á cintura. Fica pois claro o pensamento de Iracema.
Pag. 59.—I. [Jacy.]—A lua. De já—pronome, nós, e cy—mãe.—A lua exprimia o mez para os selvagens; e seu nascimento era sempre por elles festejado.
II. [Fogos da alegria.]—Chamavam os selvagens tory, os fachos ou fogos; e toryba, a alegria, a festa, a grande copia dos fachos.
Pag. 60.—[Bucan.]—Significa uma especie de grelha que os selvagens faziam para assar a caça; d'ahi vem o verbo francez boucaner. A palavra é da lingua tupy.
Pag. 63.—I. [Acoty.]—cotia.
II. [Abaeté.]—varão abalisado; de aba—homem e eté—forte, egregio.
Pag. 66.—I. [Jacaúna.]—jacarandá preto—de jaca, abreviação de jacarandá, e una, preto. Este Jacaúna é o celebre chefe, amigo de Martim Soares Moreno.
II. [Coandú.]—porco espinho.
III. [Seu collar de guerra.]—O collar que os selvagens faziam dos dentes dos inimigos vencidos era um brazão e tropheu de valentia.