—Levanta a pedra que fecha a garganta de Tupan, para que ella esconda o extrangeiro.

O guerreiro tabajara, sopesando a lage enorme, emborcou-a no chão.

—Filho de Araken, deita na porta da cabana, e nunca mais te levantes da terra, se um guerreiro passar por cima do teu corpo.

Cauby obedeceu: a virgem cerrou a porta.

Decorreu breve trato. Resoa perto o estrupido dos guerreiros; travam-se as vozes iradas de Irapuam e Cauby.

—Elles vêm; mas Tupan salvará seu hospede.

N'esse instante, como se o Deus do trovão ouvisse as palavras de sua virgem, o antro mudo em principio retroou surdamente.

—Ouve! É a voz de Tupan.

Iracema cerra a mão do guerreiro, e o leva á borda do antro. Somem-se ambos nas entranhas da terra.

[XIV]