—A alma do guerreiro branco não escutou sua bocca Poty e seu irmão só tem uma vida.

O labio de Iracema não fallou: sorrio.

[XVIII]

Treme a selva com o estrupido da carreira do povo tabajara.

O grande Irapuam, primeiro, assoma entre as arvores. Seu olhar rubido viu o guerreiro branco entre nuvens de sangue; o grito rouco do tigre rompe de seu peito cavernoso. O chefe tabajara e seu povo, vão precipitar-se sobre os fugitivos, como a vaga encapelada que rebenta no Mocoribe.

Eis late o cão selvagem.

Poty solta o grito da alegria:

—O cão de Poty guia os guerreiros de sua taba em soccorro teu.

O rouco buzio dos Pytiguaras estruge pela floresta. O grande Jacaúna, senhor das praias do mar, chegava do rio das garças com seus melhores guerreiros.

Os Pytiguaras recebem o primeiro impeto do inimigo nas pontas erriçadas de suas flechas, que elles despedem do arco aos molhos, como o coandú os espinhos do seu corpo. Logo apóz sôa a pocema, estreita-se o espaço, e a luta se trava face a face.