—Nada faltou a teu hospede. Elle era feliz aqui; mas a voz do coração o chama a outros sitios.
—Então parte, e leva o que é preciso para a viagem. Tupan te fortaleça, e traga outra vez á cabana de Jacaúna, para que elle festeje tua boa vinda.
Poty chegou: sabendo que o guerreiro do mar ia partir, falou:
—Teu irmão te acompanha.
—Os guerreiros de Poty precisam de seu chefe.
—Se tu não queres que elles vão com Poty, Jacaúna os conduzira á victoria.
—A cabana de Poty ficará deserta e triste.
—Deserto e triste será o coração de teu irmão longe de ti.
O guerreiro do mar deixou as margens do rio das garças, e caminhou para as terras onde o sol se deita. A esposa e o amigo seguem sua marcha. Passaram além da fertil montanha, onde a abundancia dos fructos creava grande quantidade de mosca, do que lhe veio o nome de Meruoca.
Atravessam os corregos que levam suas aguas ao rio das garças, e avistam longe rio horisonte uma alta serrania. Expira o dia; nuvem negra voa das bandas do mar: são os urubus que pastam nas praias a carniça que o oceano arroja, e com a noite tornam ao ninho.