Poty voltou do banho.

Segue na areia o rastro de Coatyabo, e sobe ao alto da Jacarécanga. Ahi encontra o guerreiro em pé no cabeço do monte com os olhos alongados e os braços estendidos para os largos mares.

Volve o Pytiguara as vistas e descobre uma grande igara, que vem sulcando os verdes mares, impedida pelo vento:

—É a grande igara dos irmãos de meu irmão que vem buscal-o!

O christão suspirou:

—São os guerreiros brancos inimigos de minha raça, que buscam as praias da valente nação pytiguara, para a guerra da vingança: elles foram derrotados com os Tabajaras nas margens do Camocim; agora vem com os seus amigos os Tupinambás pelo caminho do mar.

—Meu irmão é um grande chefe. Que pensa elle que deve fazer seu irmão Poty.

—Chama os caçadores de Soipé e os pescadores do Trahiry. Nós iremos ao seu encontro.

Poty accordou a voz da inubia: e os dois guerreiros partiram ambos para o Mocoribe. Pouco alem viram os guerreiros da Jaguarassú e Camoropim que corriam ao grito de guerra. O irmão de Jacaúna os avisou da vinda do inimigo.

O grande maracatim corre nas ondas, ao longo da terra que se dilata até ás margens do Parnahyba. A lua começava a crescer quando elle deixou as aguas do Mearim; ventos contrarios o tinham arrastado para os altos mares, muito alem do seu destino.