«A lua tinha voltado o seu arco vermelho, quando tornámos da guerra; todas as noites Pery via a senhora na sua nuvem; ella não tocava a terra, e Pery não podia subir ao céo.

«O cajueiro quando perde a sua folha parece morto; não tem flôr, nem sombra; chora umas lagrimas doces como o mel dos seus fructos.

«Assim Pery ficou triste.

«A senhora não appareceu mais; e Pery via sempre a senhora nos seus olhos.

«As arvores ficárão verdes; os passarinhos fizerão seus ninhos; o sabiá cantou; tudo ria: o filho de Ararê lembrou-se de seu pai.

«Veio o tempo da guerra.

«Partimos; andámos; chegámos ao grande rio. Os guerreiros armárão as redes; as mulheres fizerão fogo; Pery olhou o sol.

«Vio passar o gavião.

«Se Pery fosse o gavião, ia ver a senhora no céo.

«Vio passar o vento.