Loredano e seus companheiros olhárão-se em silencio um momento; havia nos olhos desses ultimos uma interrogação muda e inquieta, a que respondia perfeitamente o rosto pallido e contrahido do italiano.
—Não era elle!... murmurou o aventureiro com a voz surda.
—Como sabeis?
—Se fosse, acreditais que me deixasse a vida?
—É verdade; mas quem foi então?
—Não sei; porém agora pouco importa. Quem quer que fosse, é um homem que sabe o nosso segredo, e pode denuncia-lo, se já não o fez.
Um homem?... murmurou Bento Simões que até então se conservara silencioso.
—Sim; um homem. Quereis que fosse uma sombra?
—Uma sombra não, mas um espirito! acudío o aventureiro.
O italiano sorrio de escarneo.