—Obrigado, meu Deus, disse a menina juntando as mãos e erguendo os olhos ao céo.

Depois, envergonhada desse movimento espontaneo, escondeu o rosto: o rubor que cobrio as suas faces tingio de longes côr de rosa as linhas puras do collo assetinado.

Pery ergueu-se e foi colher alguns fructos delicados que servirão de refeição á sua senhora.

O sol tinha quebrado a sua força, era tempo de continuar a viagem e aproveitar a frescura da tarde para vencer a distancia que os separava do campo dos Goytacazes.

O indio chegou-se tremulo para a menina:

—Que queres tu que Pery faça, senhora?

—Não sei; respondeu Cecilia indecisa.

—Não queres que Pery te leve á taba dos brancos?

—É a vontade de meu pai?... Deves cumpri-la.

—Pery prometteu a D. Antonio levar-te a sua irmã.