—Seja embora protegido, quando é criminoso...
—Como vos illudis! Quem o julgará criminoso? Vós? Pois bem; outros o julgarão innocente e o defenderão; e não tereis remedio senão curvar a cabeça e calar-vos.
—Oh! isso é de mais!
—Julgais que somos alimarias que se podem matar impunemente! retrucou Martim Vaz.
—Sois peiores que alimarias; sois escravos!
—Por São Braz, tendes razão, Loredano.
—Vereis morrer vossos companheiros assassinados infamemente, e não podereis vinga-los; e sereis obrigados a tragar até as vossas queixas, porque o assassino é sagrado! Sim, não o podereis tocar, repita.
—Pois bem; eu vo-lo mostrarei!
—E eu! gritou toda a banda.
—Qual é vossa tenção? perguntou o italiano.