«O logar de Itaquê é no conselho. O ultimo dente de seu colar de guerra foi o que elle arrancou da boca de Canicran. Convocai os guerreiros, e o que fôr mais forte e mais valente empunhe o grande arco da nação.

O trocano chamou a nação ao carbeto. Vieram os moacaras, conduzindo suas tribus.

O velho Itaquê contava pelos passos os guerreiros que chegavam. O grande arco da nação, que elle segurava direito, parecia um dos esteios da cabana, e tinha a corda tão grossa como a da rêde do chefe.

Os mais famozos guerreiros tocantins se aprezentaram para disputar o grande arco; muitos conseguiram vergal-o; mas a seta não partiu.

Itaquê escutava com o ouvido atento: o som delle conhecido não feriu os ares.

—Onde está Pojucan? perguntou o velho chefe.

O valente guerreiro do sangue de Itaquê estava de parte, grave e taciturno. Algum motivo o separava do arco chefe, que elle devia ser o primeiro a disputar.

—Teu filho te escuta, respondeu.

—Empunha o arco chefe; se ha um guerreiro tocantim que possa conquistal-o esse deve ser do sangue de Itaquê.

Pojucan recebeu o arco. Fincando nelle os pés, o guerreiro arrojou-se para traz como a giboia quando se enrista para armar o bote.