Como chefe pertence-lhe a virjem, etc, Barlœus—2.a edic. paj. 483.—Quotquot luta, hastarum concursu ac venatu prœcellunt, eminentiores habentur et ut hœroum numero, qui ob virtutis fortitudinisque excellentiam ab ipsis virginibus ambire mœrentur, cum meliores ex melioribus nasci opinentur, nec vanum esse nobilitatis nomen, sed cum sanguine transfundi.»—Quantos disputam em jogos de lança e caça; os eminentes são tidos no numero dos heróes; os quais pela excelencia da virtude e fortaleza merecem possuir as mesmas virjens; por quanto pensam que os melhores nacem dos melhores; nem é vão nome a nobreza, pois se comunica pela transfuzão do sangue.
Purifica o corpo.—Os selvajens distinguiam-se pelo apurado asseio. Ives d'Evreux diz a este respeito: «Ils sont fort soigneux de tenir leur corps net de toute ordure: ils se lavent fort souvent tout le corps et ne se passe jour qu'ils ne jettent sur eux force eau et se frottent avec les mains de tous côtés et en toutes les parts, pour oster la poudre et autres ordures. Les femmes ne manquent de se peigner souvent.»
Pag. 25
Urú.—Tinham os indijenas varias especies de moveis para guardar objetos. O urú era um cesto aberto. Panacum era um cesto maior com tampa. Samburá era cesto com orelha, corrupção de nambi e urú, literalmente cesto de orelha. Tinham ainda os selvajens o patiguá ou patuâ, que era uma caixa de palha ou couro; e o mocô, pequeno surrão da pele felpuda do coelho. Todos estes nomes ainda são uzados no norte para dezignar os mesmos objetos, produtos da industria indijena, aproveitada pelos colonizadores.
Coqueiros.—Ao que disse em nota de Iracema ácerca do indijenismo desta planta acrecentarei a noticia que della nos deixou Guilherme Piso—Historiæ Rerum Naturalium Brasiliæ, Liv. 8o, p. 138.
«Inaiá Guacuiba cujus fructus inaiaguacu brasiliensibus; in congo vocatus Ejaquiambutu et fructus Quetiniga quiambutu: Palma nucifera, lusitanis coqueiro et fructus illius coco; qui tribus suis foraminulis lavam representat. Arbor caudice raro recto, sed plerumque incurvato, quatuor, quinque sex aut etiam septem pedes crasso, triginta, quadraginta et interdum quinquaginta pedes alto.»
É esta mesma palmeira que os Mexicanos chamavam Cogolli. Piso viu em 1640 na cidade Mauricéa (Recife) transplantarem-se pés que tinham mais de 24 anos.