Pojucan sentou-se pensativo á porta da cabana.
O semblante, sempre grave, como convém a um chefe, cobre-se de tristeza.
A noite que foje da terra, vencida pelo sol, parece recolher-se na alma do chefe tocantim.
Não é sua ferida que o faz sofrer. O balsamo suave da embaiba sára rapidamente os golpes mais profundos; e os varões tocantins aprendem desde o berço a desprezar a dôr.
É em seu coração de guerreiro, que Pojucan sente as garras do Anhanga.
O revez de ser vencido e cair prizioneiro, elle o suporta como o varão forte que viu prostrados por Aresqui no campo da batalha os mais terriveis guerreiros.
A grandeza do vencedor o consola; resta-lhe ainda a gloria de ter rezistido a um braço, como o de Ubirajara, grande chefe dos araguaias.
Mas elle esperava que depois de haver ornado com sua prezença a festa do triunfo, o vencedor fosse generozo, e lhe concedesse a honra do sacrificio.