É o temor de que Ubirajara lhe recuze uma morte glorioza e o retenha cativo, que nesse momento acabrunha o chefe dos tocantins.

Elle, um guerreiro livre que pizára outr'ora como senhor aquelles campos, reduzido á condição de escravo?

Elle, um varão chefe que tinha na obediencia de seu arco mais de mil guerreiros valentes, obrigado a reconhecer um dono?

Elle, que afrontava a cólera de Tupan, quando o deus irado rujia do céu, curvar-se ao aceno de um homem, fosse embora o mais pujante dos filhos da terra?

Pojucan estremecia quando se lembrava que podia ser condenado a tão grande humilhação.

Em seu terror promovia o passo, com o impeto de fujir para sempre da taba dos araguaias, onde o ameaçava aquella vergonha.

Mas uma força invencivel atava-lhe a vontade. Elle não se pertencia desde o momento em que Ubirajara lhe calcou a mão direita no hombro.

Esse era o sinal da conquista, que prendia o vencido ao vencedor; aquelle que violasse a lei da guerra, perderia para sempre o nobre titulo de guerreiro.

O desprezo do inimigo o acompanharia aos seus campos nativos; e a taba de seus irmãos não se abriria para o fujitivo que houvesse dezhonrado o nome de sua nação.