Os mensajeiros já corriam pela taba, avizando os guerreiros moacaras da vinda do hospede á cabana de Itaquê.

Os moacaras, revestidos de seus ornatos de festa, se encaminharam com o passo grave á oca principal afim de honrar o hospede do grande chefe da nação tocantim.

Ali chegados, cada um dirijiu ao estranjeiro a pergunta da hospitalidade e deu-lhe a boa vinda.


Depois que Itaquê ofereceu a Ubirajara o cachimbo da paz, e com elle trocou a fumaça da hospitalidade, os cantores entoaram a saudação da chegada:

«O hospede é mensajeiro de Tupan. Elle traz a alegria á cabana; e quando parte leva comsigo a fama do guerreiro que teve a fortuna de o acolher.

«Nas tabas por onde passa, e na terra de seus pais, elle conta aos velhos, que depois ensinam aos moços, as proezas dos heróes que viu em seu caminho, e de quem recebeu o abraço da paz.

«O hospede é mensajeiro de Tupan. Elle traz comsigo a sabedoria; na cabana do guerreiro que tem a fortuna de o acolher, todos o escutam com respeito.

«Em suas palavras prudentes, os anciãos da taba aprendem, para ensinar aos moços, os costumes dos outros povos, as façanhas de guerra desconhecidas por elles, e as artes da paz, que o estranjeiro viu em suas viajens.