O hospede respondeu:
—Jurandir sabe onde encontrará a virjem que dezeja para espoza. A luz do céu o guia, e nada reziste á força de seu braço.
Depois de responder ao canto de Arací, o estranjeiro continuou sua maranduba, que todos ouviram silenciozos.
Elle contou o que havia aprendido nas praias do mar habitadas pela valente nação dos Tupinambás, decendentes da mais antiga geração de Tupi.
Os pajés dos Tupinambás lhe disseram que nas aguas do pará sem fim vivia uma nação de guerreiros ferozes, filhos da grande serpente do mar.
Um dia esses guerreiros saíriam das aguas para tomar a terra ás nações que a habitam; por isso os Tupinambás tinham decido ás praias do mar, para defendel-as contra o inimigo.
Os guerreiros do mar tambem tinham suas guerras entre si, como os guerreiros da terra. Então as aguas pulavam mais altas do que os montes; seu estrondo era como o trovão.
Jurandir contou mais que nas praias do mar se encontrava uma rezina amarela, muito cheiroza, a qual a grande serpente creava no bucho.
Os Tupinambás faziam dessa goma contas para seus colares; Jurandir mostrou a pulseira que lhe cinjia o artelho, prezente de um guerreiro daquella nação.
Essas contas tornavam o pé do guerreiro ajil na corrida, e protejiam o viajante contra os caiporas da floresta, que se apartavam de seu caminho.