«Sua geração vai assim crecendo de tronco em tronco; e fórma uma floresta de guerreiros, onde o ultimo cedro se ergue mais frondozo e robusto, porque recebe a seiva de seus avós.»
Quando Jurandir proferiu as ultimas palavras, seus olhos que tinham muitas vezes buscado Arací, repouzaram nella.
A virjem tocantim compreendeu que o estranjeiro se referia a si; e não escondeu sua alegria, como não esconde sua flôr a juquerí que o rio beija.
A formoza caçadora cantou. Sua voz era limpida e sonora como o gorjeio do sabiá, quando se deleita com o calor do sol.
—Feliz a terra que recebe a semente do cedro frondozo e robusto; ella se cobrirá de sombra e frescura. Os guerreiros gostarão de reunir-se aí para falar da paz e da guerra.
«Ella é como a virjem que um chefe ilustre escolheu para sua espoza, e que se povôa de uma prole numeroza. As nações a respeitam porque é a mãi de valentes guerreiros; os anciãos escutam seu conselho na paz e na guerra.
«As mulheres guerreiras, senhoras de seu corpo, são como a palmeira do murití, que rejeita o fruto antes que elle amadureça e o abandona á correnteza do rio.
«A espoza não desprende de si o filho, senão quando elle não chupa mais seu peito. Ella é como a mangabeira; nutre o fruto com seu leite, que é a flôr de seu sangue.
«Não é na terra das mulheres guerreiras que o estranjeiro deve buscar a espoza; mas na taba de sua nação, onde Tupan guarda para seu valor a mais bela das virjens, aquella que tem o sorrizo de mel.»