Salta uma corça da mata e veloz atravessa a campina.
Mais veloz a persegue gentil caçadora com a seta embebida no arco flexivel.
Ergue-se Jaguarê.
Seu olhar ardente voou, sofrego de encontrar o inimigo que lhe tardava.
Avistando uma mulher, a alegria do mancebo apagou-se no rosto sombrio.
Pela faxa côr de ouro, tecida das penas do tucano, Jaguarê conheceu que era uma filha da valente nação dos Tocantins, senhora do grande rio, cujas marjens elle pizava.
A liga vermelha que cinjia a perna esbelta da estranjeira dizia que nenhum guerreiro jámais possuira a virjem formoza.
A corça veiu cair aos pés de Jaguarê, atravessada pela flecha certeira da joven caçadora que a seguia de perto.
A virjem reconheceu o cocar da nação que na ultima lua chegára aos campos do Taari e da qual os pajés tinham dado noticia.