Chegou o dia em que os noivos de Arací deviam disputar a posse da formoza virjem.

Era a hora em que o sol transpondo a crista da montanha estende pelo vale sua arassoia de ouro.

A grande nação tocantim cerca a vasta campina. No centro estão os anciãos, que formam o grande carbeto.

Em frente aparece Arací, a estrela do dia, que ha de ser o premio da constancia e fortaleza do mais destro guerreiro.

Jacamim acompanha a filha; nesse momento remoça com a lembrança do dia em que Itaquê a conquistou, lutando com os mais feros mancebos tocantins.

De um e outro lado seguem pela ordem da idade os moacaras. Cada um cerca-se da espoza, das servas e das filhas, que vieram para assistir ao combate.

É a unica das festas guerreiras, em que o rito de Tupan consente a prezença das mulheres, porque se trata da sua gloria.

Contemplando o esforço heroico dos mais nobres guerreiros para conquistar a formozura de uma virjem, as outras virjens aprendem a prezar a castidade, e as espozas se ufanam de guardar a fé ao primeiro amor.

Itaquê, o grande chefe dos tocantins, prezide ao combate, orgulhozo pela valente nação que dirije, como pela formoza virjem de que é pai.