Quando seus olhos admiram a multidão de guerreiros, servos do amor de Arací, que se preparam a disputar a espoza, o grande chefe ergue a fronte soberba como o velho ipê da floresta coroado de flôres.

Os noivos distinguem-se dos outros guerreiros pelo bracelete de contas verdes, que o guerreiro cinje ao pulso da espoza, quando rompe a liga da virjindade.

Lá caminha Pirajá, o grande pescador, senhor dos peixes do rio, a quem obedece o manatí e o golfinho.

Junto delle ergue-se Uirassú, que tomou este nome do valente guerreiro dos ares, pelo ímpeto do assalto.

Vem depois Arariboia, a grande serpente das lagôas; Cauatá, o corredor das florestas; Corí, o altivo pinheiro; e tantos outros, ainda mancebos, e já guerreiros de fama.

Entre todos, porém, assoma Jurandir. Sua fronte passa por cima da cabeça dos outros guerreiros, como o sol quando se ergue entre as cristas da serrania.

Os muzicos fizeram retroar os borés, anunciando o começo da festa; e os servos do amor se estenderam em linha pelo meio da campina.

Então os nhengaçáras levantaram o canto nupcial.

«A espoza é a alegria e a força do guerreiro. Ella acende em suas veias um fogo mais generozo que o do cauim, e prepara para seu corpo o repouzo da cabana.

«Por isso o primeiro dezejo do mancebo, quando ganha nome de guerra é conquistar uma espoza.