—Para merecer Arací, a estrela do dia, Jurandir queria vencer a cem guerreiros, e não combater um guerreiro fatigado.

«Tu empunhas um tacape; toma outro habituado a vencer; elle restituirá a teu braço a força que perdeu. Basta a Jurandir esta mão, para te arrebatar todas as tuas vitorias.»

Disse e arremessou a arma aos pés do adversario.

Corí, pensando que seu rival o atacava, desfechou-lhe o golpe. Mas Jurandir aparou-o na mão firme e arrebatando o tacape que o ameaçava arrancou o guerreiro do chão.

Assim o pinheiro que o tufão arrebata, antes de partir o tronco, desprende a raiz da terra, onde nada o abalava.

Jurandir ficou só no campo. Mas todos os noivos se haviam mostrado valentes guerreiros; talvez nas outras provas saíssem vencedores.


Os muzicos tocaram os borés; e os jovens caçadores trouxeram para o meio do campo a figura da noiva.

Era um grosso tóro de madeira, no qual a mão destra de um pajé entalhára com o dente da cotia a cabeça de uma mulher.