«Quando elle soltar o grito de combate, a voz que falar da paz emudecerá para sempre, ainda que venha da cabeça do abaré que a lua já embranqueceu.
«Quem não quizer assim, venha arrancar da mão de Ubirajara este arco que elle conquistou por seu valor.»
Os abarés estremeceram. Mas o carbeto meditou, e decidiu que a maior gloria e sabedoria da nação era ter o seu grande arco de guerra na mão de um chefe como Ubirajara.
Camacan tratou com os anciãos ácerca da defeza das tabas; e o grande chefe abriu o caminho da guerra.
Quando Ubirajara desdobrou sua guerra pela marjem do grande rio, elle viu que uma nação tapuia se preparava para assaltar a taba dos tocantins.
O grande chefe tocou a inubia, cuja voz chamava o joven Murinhem, primeiro dos cantores araguaias.
Correu o nhengaçára á prezença do grande chefe, e delle recebeu a mensajem que devia levar ao campo inimigo.
Os cantores eram respeitados por todas as nações das florestas, como os filhos da alegria; pelo que serviam de mensajeiros entre as nações em guerra.
Elles penetravam no campo inimigo, entoando o seu canto de paz; e nenhum guerreiro ouzava ofender aquelle a quem Tupan concedera a fonte da alegria.