—Antes que Itaquê trocasse com Ubirajara a seta do dezafio, Pojucan tinha levado a guerra á taba dos tapuias.
«Canicran veiu trazido pela vingança; e a nação tocantim não póde recuzar o combate. Mas Itaquê sabe honrar seu nome; se Ubirajara quer, elle combaterá juntamente os dois inimigos.»
O mensajeiro tornou ao campo dos araguaias com as respostas dos dois chefes. Ubirajara ouviu e meditou.
—Escuta a vontade de Ubirajara para leval-a aos inimigos. O grande chefe araguaia não roubará a Canicran a gloria da vingança; elle respeita a honra da nação tapuia, mas rejeita sua aliança. Restitue o penhor que recebeste.
«Itaquê póde aceitar o combate que Pojucan foi buscar; Ubirajara não ofende o nome de um guerreiro, ainda mais de um morubixaba, e do pai de Arací.
«O chefe dos araguaias não carece de auxilio para triunfar de seus inimigos: dezeja que a nação tocantim derrote aos tapuias, para ter elle a gloria de vencer ao vencedor.
«Se Itaquê não póde repelir os tapuias, Ubirajara toma a si castigar os barbaros; e depois de varrel-os das florestas, combaterão as duas nações.
«Se os tocantins necessitam de aliados para rezistir ao ímpeto dos araguaias, Ubirajara espera que Itaquê os chame e que elles venham.
«Murinhem falará assim a um e outro chefe; a ambos dirá que a cabana onde estiver Arací fica sob a guarda de Ubirajara; quem nella penetrar como inimigo, sofrerá a morte vil do cobarde.»
O guerreiro deixou a voz do chefe e falou com a voz de espozo: