Iam pois alcançar a ilha X. Mas, como dissera o contramestre, Tom Turner, o caminho era ainda longo. Teriam provavelmente de luctar com ventos desfavoraveis. E todo o seu poder mechanico sería pouco para se chegar ao seu destino nos prasos desejados. Com um tempo médio, n’um andamento ordinario, essa travessia devia realisar-se em tres ou quatro dias.
D’ahi o partido que Robur tomára de se fixar na ilha Chatam. Alli se achava em condições melhores para concertar pelo menos o helice da frente. Não receiava, no caso de uma brisa contraria se levantar, ser arrastado para o sul, quando quizesse ir para o norte. Chegada a noite, aquelle concerto estaria terminado. Manobraria então para desprender a ancora. Se estivesse solidamente agarrada aos rochedos, venceria a difficuldade cortando o cabo e retomaria o vôo para o Equador.
Como se vê, aquella maneira de proceder era a mais simples, e a melhor tambem, sendo executada cabalmente.
O pessoal do Albatrós, sabendo que não havia tempo a perder, poz-se resolutamente a trabalhar.
Emquanto se trabalhava na frente da aeronave, Uncle Prudent e Phil Evans tinham entre si um dialogo cujas consequencias iam ser de um alcance excepcional.
—Phil Evans, disse Uncle Prudent, está bem resolvido, como eu, a fazer o sacrificio da sua vida?
—Estou!
—Pela ultima vez: é bem certo que nada temos a esperar d’esse Robur?
—Nada!
—Pois bem, Phil Evans, a minha resolução está tomada. Já que o Albatrós deve partir esta noite mesmo, não passará a noite sem termos realisado a nossa obra. Cortaremos as azas a esse passaro do engenheiro Robur. Esta noite voará pelos ares!