—Está quasi estacionario, respondeu o contramestre. Comtudo parece-me que as nuvens descem para baixo do Albatrós.
—É verdade, Tom Turner. E n’esse caso não é impossivel que chova á superficie do mar. Mas comtanto que permaneçamos por cima das nuvens, pouco importa! Não seremos perturbados na conclusão do nosso trabalho.
—Se chover, continuou Tom Turner, deve ser uma chuva fina,—pelo menos a forma das nuvens assim o faz suppôr,—e é provavel que mais em baixo o vento serene completamente.
—Decerto, Tom, respondeu Robur. Comtudo, parece-me preferivel não descer ainda. Acabemos de reparar as avarias e poderemos então manobrar á vontade. Tudo está n’isso.
Ás duas horas e alguns minutos, estava concluida a primeira parte do trabalho. Reinstallado o helice anterior, fôram postas em movimento as pilhas que n’elle actuavam. O movimento accelerou-se a pouco e pouco e o Albatrós, evolucionando na direcção do sudoéste, voltou com uma velocidade média em direcção da ilha Chatam.
—Tom, disse Robur, ha duas horas e meia, approximadamente, que nos dirigimos ao nordéste. A brisa não mudou, como pude notar observando o compasso. Portanto calculo que em uma hora, o maximo, poderemos encontrar de novo as paragens da ilha.
—Assim o julgo, master Robur, respondeu o contramestre; porque avançamos na razão de uns doze metros por segundo. Entre as tres e as quatro da manhã terá o Albatrós alcançado o seu ponto de partida.
—E será assim melhor, Tom! respondeu o engenheiro. Temos interesse em chegar de noite, e mesmo em pousar em terra, sem sermos vistos. Os fugitivos julgando-nos para o norte, não se previnirão. Quando o Albatrós estiver rente da terra trataremos de o esconder por detraz de alguns altos rochedos da ilha. Depois, teremos de passar alguns dias em Chatam.
—Pois passaremos, e quando tivermos de luctar contra um exercito de indigenas ...