—Luctaremos, Tom, luctaremos pelo nosso Albatrós!

O engenheiro voltou-se então para a sua gente, que esperava novas ordens.

—Meus amigos, disse elle, não chegou ainda a hora de descançar. É preciso trabalhar até ser dia.

Estavam todos prestes.

Tratava-se agora de recomeçar para o propulsor de traz os concertos que haviam sido feitos para o da frente. Eram as mesmas avarias, produzidas pela mesma causa, isto é, pela violencia do furacão durante a travessia do continente antarctico.

Mas afim de auxiliar a metter o helice para dentro, entenderam dever suspender, durante alguns minutos, a marcha da aeronave e mesmo imprimir-lhe um movimento retrogrado. Á ordem de Robur, o ajudante do machinista deu o movimento de recúo á machina, mudando a rotação do helice anterior. A aeronave começou portanto a “descahir„ lentamente, para empregarmos uma expressão maritima.

Tudo se dispunha então a andar para traz, quando Tom Turner foi surprehendido por um cheiro singular.

Eram os gazes da mécha, accumulados agora no cofre, e que começavam a sahir do beliche dos fugitivos.

—Hein? fez o contramestre.

—O que ha? perguntou Robur.