—Veremos isso! respondeu o presidente do Weldon-Institute.

O nevoeiro durou tres dias, 19, 20 e 21 de junho, com uma persistencia lamentavel. Fôra necessario subirem mais para evitar as montanhas japonezas de Fousi-Zama. Mas tendo-se rasgado o véo da névoa, notou-se uma immensa cidade com palacios, villas, chalets, jardins e parques. Mesmo sem a vêr a teria Robur reconhecido pelo ladrar das suas myriades de cães, pelos gritos das suas aves de rapina, e sobretudo pelo cheiro de cadaver que os corpos dos seus suppliciados lançam no espaço.

Os dois collegas estavam na plataforma, no momento em que o engenheiro tomára este ponto de referencia para o caso de ter de continuar o seu caminho através do nevoeiro.

—Meus senhores, disse elle, não tenho razão alguma para lhes occultar que esta cidade é Yedo, a capital do Japão.

Uncle Prudent não respondeu. Em presença do engenheiro, sentia-se suffocado, como se o ar lhe faltasse nos pulmões.

—Esta vista de Yedo, continuou Robur, é na realidade curiosissima.

—Por mais curiosa que seja ... respondeu Phil Evans.

—Não chega a Pekin?... concluiu o engenheiro. Tambem sou d’essa opinião, e podem avalial-o dentro em pouco.

Era impossivel ser mais amavel.