O Albatrós e o meteoro não tardariam em encontrar-se, visto caminharem um para o outro.

E Fricollin? Fricollin continuava sempre a reboque, e reboque é o termo proprio, porque o cabo fazia um angulo muito aberto com o apparelho lançado a uma velocidade de cem kilometros, o que deixava a celha um tanto atraz.

Calcule-se o seu espanto quando os relampagos começavam a sulcar o espaço em volta d’elle, emquanto o trovão rolava nas profundezas do céo.

Todo o pessoal de bordo occupava-se em manobrar, de prevenção contra a tempestade, quer para se elevar mais alto que ella, quer para se distanciar, lançando-se através das camadas inferiores.

O Albatrós achava-se então na sua altura média,—mil metros proximamente,—quando rebentou uma trovoada de uma violencia extrema. O tufão subiu rapidamente. Em alguns segundos, as nuvens em fogo precipitaram-se sobre a aeronave.

Phil Evans veiu então interceder a favor de Fricollin e pedir que o trouxessem para bordo. Mas Robur não tinha esperado pelo pedido. Tinha dado as suas ordens, e já se tratava de içar a corda, quando de repente se produziu um afrouxamento inexplicavel na rotação dos helices suspensivos.

Robur deu então um pulo para os compartimentos centraes.

—Fôrça! fôrça!... gritou elle ao machinista. É preciso subir rapidamente e mais alto que a tempestade.

—Impossivel, mestre!

—O que ha?