—Veja se remedeia isso hoje mesmo...

O jardineiro passou; D. Joanna disse:

—É pena que não haja rosas; eu gostaria de levar algumas ao vigario Alves. Hontem a mulher e as filhas do Dr. Mendes passaram lá o dia, pregando cortinas, tapetes, ajudando D. Maria a enfeitar o quarto do filho... Aquellas são tambem muito boas pessoas...

—Quer café, tia Joanna?

—Acceito... Você é das taes que nunca vão á missa ... ha de se arrepender...

—Não tenho tempo... Quer mais assucar?

—Quero... Qual não tem tempo!... pois olhe, você tem peccados atraz de si, que deve purgar, se quer merecer o nome de boa filha...

Nina franziu as sobrancelhas e, desviando a vista do rosto branco da tia, olhou para o jardim, ainda empapado d'agua, muito verde, juncado de folhas arremessadas pela ventania.

D. Joanna saboreava o café, sem reparar na moça, que continuava em pé, com o rosto contrahido por uma expressão de raiva e de melancholia.

Ruth encontrou-as assim. Ella vinha toda fresca do banho, com o seu cabello negro e ondeado solto sobre os hombros estreitos, e o vestido branco, de cinto largo, que lhe tornava a cintura grossa e lhe dava ao corpo um ar de anjo de cathedral.