—Bom; promette-lhe o chapéu.

—Só?

—Parece-te que temos sido ingratos para com ella?

—Parece-me que além do chapéu ella precisa de outra coisa...

—Que coisa?

—Outro dia, quando fomos á cidade, ella gostou muito de uma gravata que viu numa vitrine. Eu perguntei-lhe:—mas porque é que você não compra esta gravata? E ella sorriu. Depois, passámos numa confeitaria e ella manifestou vontade de tomar um sorvete. Eu estava com tosse, não podia tomar gelo, mas perguntei:—porque é que você não toma um sorvete? E ella foi andando. No bond, quando voltámos, o conductor vendo que ella era mais velha pediu-lhe as passagens. Nina ficou que nem uma pitanga e indicou-me com um gesto... Foi então que eu percebi que desde que uma pessoa põe vestido comprido, precisa de usar uma carteirinha no bolso...

—Queres então dar-lhe uma carteira?

—Não. Eu dou o chapéu; a carteira deve ser dada ou por papae ou por mamãe.

—Está dito. Vamos a ver agora se nos dão almoço.

Já toda a familia os esperava na sala de jantar. O Dr. Gervasio faltara, por isso o Mario se dignara de apparecer.