Quando acabou a missa, tia Joanna quiz fazer a sua penitencia, umas corôas de rosario que ella disse a meia voz, de olhos cerrados.

Ao sahirem do convento, dois frades retiveram a velha juncto á pia de agua benta, interessados pela sua saude, cobrindo-a de bençams e de boas palavras. Fóra, já o sol irrompêra victorioso, estraçalhando os ultimos farrapos de neblina.

A velha lembrou a Ruth que ainda teriam tempo de ir morro abaixo até a egreja do Carmo.

Ruth não respondeu; deixou-se levar. Mais valia andar de egreja em egreja do que voltar para o triste casarão da tia Itelvina.

—Você conhece a egreja do Carmo?

—Não, senhora. Ouço sempre missa na capella do collegio. Não gósto das egrejas grandes.

—Porque?!

—Não sei...

—Ora essa!

—Tia Joanna, ha muita coisa que eu sinto e que não sei explicar. Á senhora não acontece o mesmo?