—Negra ou branca, é creatura.

—Não digo que não. Mas que falta á Sancha?

—Oh, tia Joanna! pergunte antes o que lhe sobra...

—Você é muito impressionavel. Creia que a pequena não é infeliz. Que seria d'ella, se não estivesse lá em casa... Uma desgraçada, d'essas da rua. Talvez que bebesse, ou que já estivesse com um filho nos braços.

—Estar com um filho nos braços! mas isso seria uma fortuna, tia Joanna. Tomara eu.

—Menina, que é que você está dizendo!

—Gosto tanto de creanças! Olhe, tia Joanna, o meu desejo é ter vinte filhos, vinte!

A velha corou.

—Perdôo essas palavras, porque você é innocente; mas não torne a repetil-as, ouviu?

Ruth scismava em que constituiria peccado o ter vinte filhos, quando D. Joanna exclamou, apontando para duas creanças, carregadas uma com uma harpa, outra com uma rabeca: