Adiou-se a partida para Sergipe; houve doenças em casa, prolongação do noivado, peregrinações de Theodoro por aquelle morro do Castello, com raminhos de violetas para a Milla; todas as doçuras de namorado...
Casaram-se em um dia lindo.
Elle dera grandes esmolas aos pobres da egreja; Milla parecia um anjo entre nuvens brancas...
Depois, a familia partiu para Sergipe. O pae era chôcho, mas levava a carteira gorda. A mãe, com o seu modo de rainha desthronada, e as irmãs iam bem enroupadas e todas tranquillas sobre o futuro de Milla e do filho mais velho, o Joca, por quem Theodoro promettera olhar, e que andava por ahi, atôa.
A sua maior commoção fôra ao entrarem casa, na rua da Candelaria. Suppuzera sempre que ella apalpasse, com sofreguidão, todo o seu ninho, na alegria de ser a dona, a senhora de tantas cousas compradas para o agasalho do seu amor. Mas não: em vez de ir para o interior, Camilla fôra para a sacada. Elle acompanhou-a.
Em frente, os telhados mais baixos succediam-se irregulares, cortando-se em linhas angulosas de um vermelho sujo; as casas, deseguaes, accumulavam-se, paredes ameaçando paredes, janellinhas de sotãos espiando as telhas estriadas de limo, de onde emergiam chaminés negras e curtas, baforando fumo.
Camilla murmurára, como quem falla só:
—Se ao menos se visse o mar...
Disse; e curvava-se para a rua quando a badalada de um sino reboou perto, formidavel, prolongando-se num som que era como um gemido da cidade inteira. Milla ergueu-se com um estremeção e voltou para o perfil da egreja o olhar extatico.
Elle sorrira do susto, emquanto ella dizia: